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EMBRAPA descobre como reduzir problema que escurece mangas do Vale do São Francisco por dentro
Por Sandro Costa
Publicado em 22/09/2026 10:14
Noticias

Após três anos de pesquisa, a Embrapa Semiárido descobriu as causas do chamado “corte negro”, problema que escurece a polpa da manga perto do caroço, mas não deixa sinais na casca. O distúrbio surge durante o transporte refrigerado e pode provocar a rejeição de cargas inteiras nos mercados internacionais.

Os pesquisadores comprovaram que o corte negro é causado pelo frio excessivo. Mangas armazenadas entre 8 °C e 10 °C apresentaram escurecimento, enquanto frutas dos mesmos lotes mantidas a 12,5 °C não desenvolveram o problema.

O estudo apontou quatro formas de reduzir as perdas: ajustar a temperatura de armazenamento e transporte, colher a manga em um estágio mais avançado de maturação, utilizar contêineres com atmosfera controlada e aplicar o regulador 1-MCP. Sem tratamento, quase todas as mangas Tommy Atkins e Keitt apresentaram o distúrbio após 45 dias a 9 °C. Com o 1-MCP, o índice caiu para menos de 60%.

A descoberta é especialmente importante para o Vale do São Francisco, responsável por mais de 90% das exportações brasileiras de manga. Empresas da região já adotaram parte das recomendações e conseguiram diminuir as perdas. A Embrapa também desenvolve uma espécie de scanner capaz de identificar, antes do embarque, os lotes com maior risco de apresentar o corte negro.

 

 

Fonte: Movimento Econômico

 

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