Está prevista a transferência de 69 Ararinhas Azuis para o Zoológico de São Paulo. O assunto foi tratado durante o XI Congresso Internacional de Papagaios realizado na Espanha. As Ararinhas Azuis não estão no Criadouro em Curaçá, foram transferidas para Petrolina.
O Congresso aconteceu entre os dias 14 e 17 de setembro de 2026 em Tenerife, Espanha, reunindo especialistas globais, criadores e pesquisadores de psitacídeos.
Em maio de 2026 a REDEGN destacou a operação da Polícia Federal que transferiu 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs de um criadouro em Curaçá, no norte da Bahia, após a confirmação de casos de circovírus entre as aves e o descumprimento de medidas de biossegurança no espaço.
A ação fez parte da segunda fase da Operação Blue Hope e ocorreu em cumprimento a uma decisão da Justiça Federal da Subseção Judiciária de Juazeiro. Segundo a Polícia Federal, as aves retiradas do local testaram negativo para o vírus e foram levadas para um ambiente com condições sanitárias adequadas.
Nesta quinta-feira (24), a REDEGN buscou informações sobre a atual situação das Ararinhas Azuis e qual as medidas tomadas mas até o momento não obteve retorno. Ararinha-Azul é uma das aves mais icônicas do Brasil e também uma das mais raras do mundo
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), dos 103 exemplares que estavam no criadouro, 34 apresentaram resultado positivo para o circovírus.
As 69 ararinhas-azuis foram na época transferidas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina.
ICMIBIO: O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em 2024 não renovou o acordo com a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), um criadouro de aves da Alemanha, que nos últimos anos foi parceiro do governo brasileiro no programa de reprodução e reintrodução da ararinha-azul em Curaçá, na Bahia – a espécie é endêmica da região e foi declarada oficialmente extinta na natureza no ano 2000.
“Durante este período, a parceria buscou realizar ações apoiando a reintrodução da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) no seu ambiente natural na caatinga brasileira. Por se tratar de espécie endêmica, mas cuja população foi extinta na natureza pelo comércio ilegal, houve grandes esforços no âmbito do acordo para construir um centro de reprodução e aumentar o número de ararinhas-azuis transferidas ao Brasil”, informou o ICMBio por e-mail ao site Conexão Planeta.
Em 2019 foi assinado o acordo de cooperação técnica entre a ACTP e o Ministério do Meio Ambiente. Todavia, as negociações para tal já ocorriam há alguns anos, com um memorando de entendimento estabelecido em 2016 e um protocolo de intenções, firmado em 2018, mesmo ano em que o jornal britânico The Guardian publicou uma enorme reportagem, com sérias denúncias sobre Martin Guth, proprietário da ACTP. De acordo com a matéria da época, o alemão, preso durante cinco anos por crimes de extorsão e sequestro, poderia ter envolvimento com o tráfico ilegal de aves.